UM BLOG A SERVIÇO DE CRISTO

domingo, 31 de outubro de 2010

126 - O OUE JESUS ANUNCIOU NO SERMÃO PROFÉTICO?


“E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios!

E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada.

E, assentando-se ele no Monte das Oliveiras, defronte do templo, Pedro, e Tiago, e João e André lhe perguntaram em particular: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir.

E Jesus, respondendo-lhes, começou a dizer: Olhai que ninguém vos engane;porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.

E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis; porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim.

Porque se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá terremotos em diversos lugares, e haverá fomes e tribulações.

Estas coisas são os princípios das dores.

Mas olhai por vós mesmos, porque vos entregarão aos concílios e às sinagogas; e sereis açoitados, e sereis apresentados perante presidentes e reis, por amor de mim, para lhes servir de testemunho.

Mas importa que o evangelho seja primeiramente pregado entre todas as nações.

Quando, pois, vos conduzirem e vos entregarem, não estejais solícitos de antemão pelo que haveis de dizer, nem premediteis; mas, o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo.

E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai ao filho; e levantar-se-ão os filhos contra os pais, e os farão morrer.

E sereis odiados por todos por amor do meu nome; mas quem perseverar até ao fim, esse será salvo.

Ora, quando vós virdes à abominação do assolamento, que foi predito por Daniel o profeta, estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes.

E o que estiver sobre o telhado não desça para casa, nem entre a tomar coisa alguma de sua casa; e o que estiver no campo não volte atrás, para tomar as suas vestes.

Mas ai das grávidas, e das que criarem naqueles dias!
Orai, pois, para que a vossa fuga não suceda no inverno.

Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá.

E, se o Senhor não abreviasse aqueles dias, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias.

E então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo; ou: Ei-lo ali; não acrediteis.

Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos.

Mas vós vede; eis que de antemão vos tenho dito tudo.

Ora, naqueles dias, depois daquela aflição, o sol se escurecerá, e a lua não dará a sua luz.

E as estrelas cairão do céu, e as forças que estão nos céus serão abaladas.

E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória.

E ele enviará os seus anjos, e ajuntará os seus escolhidos, desde os quatro ventos, da extremidade da terra até a extremidade do céu.

Aprendei, pois, a parábola da figueira: Quando já o seu ramo se torna tenro, e brota folhas, bem sabeis que já está próximo o verão.
Assim também vós, quando virdes sucederem estas coisas, sabei que já está perto, às portas.

Na verdade vos digo que não passará esta geração, sem que todas estas coisas aconteçam.

Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão.

Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai.

Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo.

É como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse.

Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo.
E as coisas que vos digo, digo-as a todos: Vigiai.” (Marcos 13.1-37)



O chamado “sermão profético” de Jesus é um dos textos mais fascinantes e também mais distorcidos de todo o ensino de Jesus.

Muitos citam estas palavras de Jesus para explicar fenômenos atuais, como se as profecias ali descritas estivessem se cumprindo hoje, diante de nossos olhos.

A referência às guerras, fomes e terremotos parecem estar prevendo o noticiário e os jornais, e tornam-se anúncios e sinais do fim do mundo.

Será que é isto que este texto está ensinando?

Certamente não!


O TEXTO É SIMBÓLICO


Como estas coisas já se cumpriram, fique pronto.

Este capítulo é chamado de “O Pequeno Apocalipse” de Jesus no Evangelho de Marcos.

A linguagem é simbólica e deve ser interpretada com cuidado. (Exemplo: Uma estrela não pode “cair do céu” - 13.25).


O TEXTO É PROFÉTICO


É uma verdadeira predição de Jesus, que advertia seus próprios discípulos e a todos os seus seguidores.

Portanto, o texto tem lições para eles e para nós.

Não devemos esquecer, contudo, que o discurso profético, em sua maior parte, visava transmitir a verdade de Deus para as pessoas daquela geração e não apenas revelar o futuro longínquo.

Profecia, acima de tudo, é ensino.


“Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação.”

“Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros; para que todos aprendam, e todos sejam consolados.” (1Coríntios 14.3, 31).



Os discípulos de Jesus que ouviram este discurso sabiam que ele se aplicava em primeiro lugar a eles e não ao século XXI.


O TEXTO ENTRELAÇA DOIS ASSUNTOS


A destruição de Jerusalém ( “os que estiverem na Judéia fujam para os montes” - 13.14) e o fim do mundo (“anjos... reunirá os escolhidos” - 13.27) são tratados em conjunto.

A destruição de Jerusalém é uma miniatura da tremenda destruição final.

Portanto, a primeira ilustra a segunda.

Este fenômeno de entrelaçar assuntos é chamado pelos estudiosos de “perspectiva profética”, e ocorre em várias ocasiões quando a profecia sobre dois eventos cronologicamente separados apresenta-os como se fossem um só, do ponto de vista do profeta.


A CONVERSA SOBRE O TEMPLO


O templo tinha um aspecto glorioso e majestoso.

Feito de mármore branco, coberto de placas de ouro e adornado por todo tipo de entalhos e colunas.

Algumas pedras chegavam a medir dimensões colossais.

Os historiadores chegaram a dizer que, quando o templo foi tomado e saqueado, havia tanto ouro disponível no mercado, que o preço do ouro caiu muito na província romana da Síria!


A PROFECIA SOBRE O TEMPLO


Jesus predisse a destruição da cidade e do templo.

Era uma profecia surpreendente.

Foi esta profecia que iniciou toda a questão tratada no discurso.

Para os discípulos, a destruição do templo seria equivalente ao fim do mundo.

Embora isto não fosse necessariamente verdadeiro, não poderia ser excluído de todo.

Jesus não sabia qual seria a data do fim dos tempos, logo ele não poderia dizer:

“Oh! A Destruição de Jerusalém é uma coisa, mas o fim dos tempos é outra!”.


Se ele falasse assim estaria “sabendo” a data do fim.

Por causa disto e também por causa da chamada “perspectiva profética” Jesus tratou os dois eventos em um só discurso.

Contudo, ele diferenciou os dois eventos no transcorrer de seu ensino.


A PERGUNTA DOS DISCÍPULOS (3-4)


O grupo mais íntimo perguntou. Eles pensavam em duas questões: Quando?
Que sinal?

A pergunta começa com a curiosidade sobre o futuro do templo judaico.


A RESPOSTA DE JESUS (5-37)


Não sejam enganados (5-8)

Tempos difíceis geram charlatões (5-6).

Vários falsos messias foram anunciados depois de Cristo e antes da destruição da cidade.

João Giscala, Eliezer e Simão Bar Gorgia, homens da Galiléia, Iduméia e Jerusalém, respectivamente, disseram ser “o messias”.


“Porque antes destes dias levantou-se Teudas, dizendo ser alguém; a este se ajuntou o número de uns quatrocentos homens; o qual foi morto, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos e reduzidos a nada.

Depois deste levantou-se Judas, o galileu, nos dias do alistamento, e levou muito povo após si; mas também este pereceu, e todos os que lhe deram ouvidos foram dispersos.”

“Não és tu porventura aquele egípcio que antes destes dias fez uma sedição e levou ao deserto quatro mil salteadores?” (Atos 5.36-37 e 21.38).



Tempos difíceis geram falsos sinais (7-8).

Houve constante tensão na Palestina.

Antes da revolta dos judeus, havia rumores de guerras contra os PARTOS.

Após a morte de Nero houve guerra civil pelo controle do Império Romano e tomadas de poder por generais (Galba, Oto, Vitélio).

Em 67 um terremoto destruiu Laodicéia.

Também o vulcão Vesúvio acabou com Pompéia em anos posteriores.

Fomes não eram incomuns neste período.

“E, levantando-se um deles, por nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome em todo o mundo, e isso aconteceu no tempo de Cláudio César.” (Atos 11.28).
.

“Estas coisas são o princípio das dores”, mas não o cumprimento específico da profecia.

Mostram o caminho para o qual as coisas caminham, mas ainda não são as próprias coisas profetizadas.

As dores de Jerusalém só estão sendo anunciadas, mas nenhum sinal conclusivo e dado.


ESTEJAM PRONTOS PARA A PERSEGUIÇÃO (9-13)


O texto fala de oposição religiosa (9), governamental (9), familiar (12) e geral (13).

Mas neste momento, eles deveriam TESTEMUNHAR e PREGAR o evangelho em toda parte.

O evangelho foi levado a todas as nações.


“E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra.

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” (Mateus 28.18-20)



Antes da destruição de Jerusalém.


“Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.” (Colossenses 1.23).


O jeito é ficar firme até o fim.


A DESTRUIÇÃO DA CIDADE DE JERUSALEM (14-23)


O sinal: a abominação desoladora (14).

O cumprimento de Daniel 9.27 que previa o fim de Jerusalém pela invasão de um exército.


“E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador."



A expressão foi usada em Daniel 11.31 e 12.11:


“E braços serão colocados sobre ele, que profanarão o santuário e a fortaleza, e tirarão o sacrifício contínuo, estabelecendo abominação desoladora.”

“E desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias.”



Com respeito à obra de devastação de Antioco Epifânio, rei grego da Síria que perseguiu a religião dos judeus.

O sinal que Jesus dá é o da aproximação do exército romano, e ele deve estar usando a expressão conforme o uso em Daniel 9.27 que falava do fim da cidade de Jerusalém após “setenta semanas de anos” ou seja, cerca de 500 anos, após a sua reconstrução.

Quando o exército romano fosse visto, então o fim chegaria; Jerusalém iria cair.


A CONDUTA RECOMENDADA FUGIR DA CIDADE (14-18).


Os historiadores cristãos dizem que nenhum cristão morreu com a destruição de Jerusalém.

Eles saíram da cidade em obediência a esta profecia de Jesus.

Os problemas e mandamentos aqui mencionados – fugir para os montes, não entrar em casa, grávidas, inverno – não fazem sentido se aplicados ao fim dos tempos, mas aplicam-se à queda de Jerusalém.


A ADVERTÊNCIA RETOMADA (19-23).


O que não faltou em Jerusalém foi sofrimento e “messias”.

As mães cozinhavam crianças de peito para comer.

Havia pelo menos três chefes militares dizendo ser o “único messias”.

Tudo isto se cumpriu no cerco de Jerusalém.

Morreram 66.000 e outros 89.000 foram feridos.

Josefo diz que morreram 1.100.000 e 97.000 foram presos.

Certamente há certo exagero em Josefo, o historiador judeu, mas a mortandade, de fato, foi imensa.


O FIM DOS TEMPOS (24-27)


O TEMPO (24).


A expressão inicial destes versos deixa a entender que o fim do mundo devia ocorrer logo após a queda de Jerusalém.

Mas é bom lembrar que o tempo na profecia apocalíptica é muito fluído e simbólico.

Também é importante lembrar que poderia ter ocorrido assim!

Desde a queda de Jerusalém, todas as profecias estão cumpridas: não haveria mais necessidade de nada para que a vinda de Cristo se consumasse.

Desta forma, Jesus falar de sua vinda como ocorrendo depois da destruição de Jerusalém não seria nada impossível.


O SIMBOLISMO (24-25).


É típico dos escritos proféticos quando mencionam a intervenção de Deus na história (veja as referências no pé da página da Bíblia).


AVOLTA DE JESUS (26-27).


A descrição destes versículos adaptam-se com a idéia da segunda vinda.


“Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.” (Apocalipse 1.7).


O TEMPO DESTAS PROFECIAS (28-37)


A destruição de Jerusalém é dentro desta geração (28-31).

De fato, dentro de 40 anos a profecia foi cumprida.

Jesus faz uma ressalva sobre “aquele dia”.

A referência é mais facilmente entendível se aplicada à volta de Cristo.


A SEGUNDA VINDA É IMPREVISÍVEL (32).


O mundo deve estar preparado e vigiar (33-36).

A vinda de Jesus é certa.

É uma profecia segura, pois já se cumpriu parcialmente em Jerusalém e seu cumprimento completo no mundo pode ocorrer a qualquer momento.

Jesus já provou que é um profeta que “acerta” suas previsões.

Ele previu que Jerusalém cairia, e aconteceu; ele previu o fim dos tempos, e certamente acontecerá!



Que Deus abençoe a todos



Autor: Álvaro César Pestana



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domingo, 24 de outubro de 2010

125 - COMO SE PREPARAR PARA VINDA DE JESUS?


“E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior.

Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós.

E disse aos discípulos: Dias virão em que desejareis ver um dos dias do Filho do homem, e não o vereis.

E dir-vos-ão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali.

Não vades, nem os sigais; porque, como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim será também o Filho do homem no seu dia.

Mas primeiro convém que ele padeça muito, e seja reprovado por esta geração.

E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem.

Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos.

Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos.

Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar.

Naquele dia, quem estiver no telhado, tendo as suas alfaias em casa, não desça a tomá-las; e, da mesma sorte, o que estiver no campo não volte para trás.

Lembrai-vos da mulher de Ló.

Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salvá-la-á.

Digo-vos que naquela noite estarão dois numa cama; um será tomado, e outro será deixado.

Duas estarão juntas, moendo; uma será tomada, e outra será deixada.

Dois estarão no campo; um será tomado, o outro será deixado.

E, respondendo, disseram-lhe: Onde, Senhor? E ele lhes disse: Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão as águias.” (Lucas 17.20-37)



O ensino sobre a vinda de Jesus não está na Escritura para ser assunto de especulação, mas de advertência.

Entre sua primeira e segunda vindas, devemos viver conforme sua vontade.


“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” (Hebreus 9.27-28)


Jesus está voltando. Maranata!

Vamos estar preparados para a volta Dele.


“Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias.

E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier, e bater, logo possam abrir-lhe.

Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando!

Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá.

E, se vier na segunda vigília, e se vier na terceira vigília, e os achar assim, bem-aventurados são os tais servos.

Sabei, porém, isto: que, se o pai de família soubesse a que hora havia de vir o ladrão, vigiaria, e não deixaria minar a sua casa.

Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do homem à hora que não imaginais.

E disse-lhe Pedro: Senhor, dizes essa parábola a nós, ou também a todos?

E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?

Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar fazendo assim.

Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá.

Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir; e começar a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo no dia em que o não espera, e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis.

E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado.

E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.” (Lucas 12. 35-48).



COMPREENDENDO A NATUREZA DO REINO (Lc 17.20-21)



O reino de Deus é o domínio de Deus sobre os homens, e não um país ou território governado por Deus.

A vinda do reino representaria o tempo em que todos os homens poderiam reconhecer e terão de reconhecer o comando de Deus sobre suas vidas.

Quando virá o reino de Deus?

Talvez uma pergunta sincera.

Não há no texto, indicação que estivessem procurando um pretexto para acusar Jesus, e nem que a questão fosse um tipo de teste.

Muitos judeus esperavam que a resposta fosse materialista e/ou política. (Lc 17.20)

O reino não é visível, observável, diagnosticável, nos critérios deste mundo.

Não é um reino político-militar, nem é palpável.

Não é um reino obtido pela revolução ou por reformas sociais visíveis.

Não é um reino localizado em um povo, ideologia, pessoa ou estrutura.

Não é possível localizá-lo “aqui” ou “lá”.

“O reino de Deus esta dentro de vós” ou “O reino de Deus está entre vós”

As duas traduções são possíveis.

Não é necessário escolher apenas uma delas: parece que a ambigüidade da frase é deliberada, por parte de Jesus.

O reino de Deus “está dentro de vós” porque é espiritual.

O reino é a condição de submissão ao rei – Jesus.

Quem se submete, está no reino.

O reino de Deus “está no meio de vós” deles pois o Rei está entre eles.

Onde há rei, há reino.

Jesus, o rei, já estava dando os sinais da presença do reino.


“Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus.” (Lucas 11.20).



Embora o reino só comece claramente depois da morte de Jesus (no contexto veja v. 25 e também Lucas 9.27), ele já “irrompeu” entre os homens pela presença de Jesus.

O reino “já” chegou pois o Rei está aí e alguns já estão se submetendo.

Contudo, o reino “ainda não” chegou, pois o Rei Jesus ainda não foi exaltado na cruz e nos céus. (Lc 17.20-21)



NÃO SE ENGANE COM BONS SENTIMENTOS (Lc 17.22-24)



Os discípulos que viveram com Jesus, tiveram o privilégio de ter o reino “entre eles”, e seriam susceptíveis da tentação nostálgica de acreditar que ele estaria de volta entre eles, da mesma forma que esteve naqueles três anos.

“Que saudade dos dias que andávamos com Jesus!”

Os discípulos deveriam tomar cuidado, pois estes dias não voltariam nunca mais (“... e não o vereis”).

Quando Jesus voltar, não será para andar com homens pelos campos e vilas, mas para o fim deste mundo e para levar-nos à vida eterna.

Ver a consumação dos séculos ou de nossa vida, pela vinda de Jesus é um bom desejo Maranata! – Não devemos, porém, ficar frustrados, julgando que tudo parece adverso e demorado e cair em enganos motivados pelo desejo de ver Jesus (Lc 17.22).

Querendo ver a vinda de Jesus, é possível ser enganado por nossa própria expectativa e por charlatões.

Isto é uma das coisas que mais aconteceu na história da igreja de Deus.

Muitos já marcaram datas para a vinda de Jesus e outros ainda estão marcando.

Não é para acreditar, ir ou seguir. (Lc 17.23)

Não temos razão para nos enganar ou ser enganados

A vinda de Cristo é repentina e visível.

Ninguém vai “perder” este evento e nem precisar ser avisado sobre sua chegada.

É só aguardar e testemunhar. (Lc 17.24)


“Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.” (Apocalipse1. 7)




O SINAL JÁ SE CUMPRIU (Lc 17.25)



Os únicos sinais que restavam eram a morte de Jesus e a destruição daquela geração que o rejeitou (destruição de Jerusalém).

Como estas coisas já se cumpriram: Jesus morreu cerca do ano 30 AD e Jerusalém foi arrasada em 70 AD.

Tudo já se cumpriu: fique pronto para a volta de Jesus.

Não estamos esperando novos sinais ou novos acontecimentos.



NÃO SE DISTRAIA COM O MUNDO (Lc 17.26-30)



Os Exemplos do Dilúvio e da Destruição de Sodoma.

O povo estava cuidando da vida.

Tudo parecia normal.

Todos pensavam no futuro imediato.

Mas em ambos os casos houve um dia decisivo: o dia da entrada na arca e o dia da saída da cidade.

Depois deste dia, só restou destruição.

A Vinda de Jesus ocorrerá da mesma forma.

Vai pegar desprevenidos aqueles que ficam tão envolvidos com este mundo, mesmo que estejam fazendo coisas que não são necessariamente erradas.

Estas pessoas ficaram envolvidas com o presente ou com o futuro próximo e não se preparam para o futuro distante e eterno.

Deve nos incentivar a estar sempre prontos: “dentro da arca” e “saindo da cidade”.



NÃO SE ENVOLVA COM O MUNDO (Lc 17.31-36)



A Linguagem exige o desprendimento das coisas do mundo.

Não ficando preocupado com as coisas materiais: o exemplo da mulher de Ló é notável!


“E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal.” (Gênesis 19.26)


Ela perdeu sua vida por preocupar-se com as coisas materiais e com o conforto que deixava para trás.

Não vivendo para si: devemos estar sempre vivendo para Deus e não para nós mesmos. (Lc1 7.31-33)

O desprendimento não é asceticismo.

Os cristãos ficam no mundo fazendo coisas como os outros.

Mas sua vida é completamente diferente, e na vinda de Jesus eles serão salvos e os outros condenados.

Este texto não fala de nenhum “arrebatamento secreto”, mas do simples fato que na vinda de Jesus seremos tirados do mundo para estar com ele para sempre, pois na verdade, nunca pertencemos a este mundo. (Lc 17.34-36)



QUANDO? (Lc 17.37)



A pergunta “Onde será isso, Senhor?”, busca a compreensão das circunstâncias, das condições para a realização da volta de Cristo.

Jesus responde: na hora certa, com as circunstâncias adequadas.

Assim como os abutres vem voando quando há um cadáver, assim o fim virá quando as circunstâncias forem certas.

A resposta de Jesus, na verdade, não responde. Não dá datas, não dá sinais, mas adverte:

PREPARE-SE!

A vinda de Jesus é o evento mais certo no futuro de nosso mundo.

Não adianta tentar prever ou antecipar a data, é necessário estar pronto para encontrar-se com Cristo a qualquer momento.



Que Deus abençoe a todos



Autor: Álvaro César Pestana



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domingo, 17 de outubro de 2010

124 - ANIQUILAMENTO, REENCARNAÇÃO, PURGAÇÃO OU RESSURREIÇÃO ? (Última parte)



A RESSURREIÇÃO


Dois longos textos fundamentam e esclarecem a doutrina da ressurreição dos mortos:


“Também vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.

Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.

Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.

E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze.

Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também.

Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos.

E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo.

Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus.

Mas pela graça de Deus sou o que sou; e a sua graça para comigo não foi vã, antes trabalhei muito mais do que todos eles; todavia não eu, mas a graça de Deus, que está comigo.

Então, ou seja, eu ou sejam eles, assim pregamos e assim haveis crido.

Ora, se se prega que Cristo ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre vós que não há ressurreição de mortos?

E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou.

E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.

E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam.

Porque, se os mortos não ressuscitam também, Cristo não ressuscitou.

E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.

E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.

Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.

Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.

Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo.

Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.

Depois virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda a potestade e força.

Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés.

Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte.

Porque todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés. Mas, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, claro está que se excetua aquele que lhe sujeitou todas as coisas.

E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.

Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos?

Por que estamos nós também a toda a hora em perigo?

Eu protesto que cada dia morro, gloriando-me em vós, irmãos, por Cristo Jesus nosso Senhor.

Se, como homem, combati em Éfeso contra as bestas, que me aproveita isso, se os mortos não ressuscitam?

Comamos e bebamos, que amanhã morreremos.

Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.

Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa.

Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos?

E com que corpo virão?

Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer.

E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente.

Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo.

Nem toda a carne é uma mesma carne, mas uma é a carne dos homens, e outra a carne dos animais, e outra a dos peixes e outra a das aves.

E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres.

Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.

Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção.

Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor.

Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante.

Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual.

O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu.

Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais.

E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial.

E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;em um momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.

E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.

Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?

Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.

Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso SENHOR Jesus Cristo.

Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” (1Coríntios 15)


“Finalmente irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais.

Porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus.

Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra;

Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.

Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o SENHOR é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos.

Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação.

Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo.

Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros; porque também já assim o fazeis para com todos os irmãos que estão por toda a Macedônia.

Exortamo-vos, porém, a que ainda nisto aumenteis cada vez mais.


E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado; para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessiteis de coisa alguma.

Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.

Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele.

Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.

Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.

Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.” (1Tessalonicenses 4).


Quando tivermos passado pela ressurreição, não seremos do mesmo modo que somos atualmente, pois já não haverá mais distinções sexuais.


“Então os saduceus, que dizem que não há ressurreição, aproximaram-se dele, e perguntaram-lhe, dizendo: Mestre, Moisés nos escreveu que, se morresse o irmão de alguém, e deixasse a mulher e não deixasse filhos, seu irmão tomasse a mulher dele, e suscitasse descendência a seu irmão.

Ora, havia sete irmãos, e o primeiro tomou a mulher, e morreu sem deixar descendência; e o segundo também a tomou e morreu, e nem este deixou descendência; e o terceiro da mesma maneira.

E tomaram-na os sete, sem, contudo, terem deixado descendência. Finalmente, depois de todos, morreu também a mulher.

Na ressurreição, pois, quando ressuscitarem, de qual destes será a mulher? Porque os sete a tiveram por mulher.

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Porventura não errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus?
Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus.

E, acerca dos mortos que houverem de ressuscitar, não tendes lido no livro de Moisés como Deus lhe falou na sarça, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, e o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó?

Ora, Deus não é de mortos, mas sim, é Deus de vivos. Por isso vós errais muito.” (Marcos 12.18-27).


Deste dado bíblico, é possível inferir que teremos um corpo diferente do que temos agora.

Todos, bons e maus, serão ressurretos.


“Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.

E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” (João 5.28-29)



“E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles.

E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida.

E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.

E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras.

E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte.

E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” (Apocalipse 20. 11-15).




O DESTINO ETERNO DOS INJUSTOS



O Inferno, o destino dos que não aceitaram a salvação dada por Deus, é sempre descrito como eterno.

Desta forma, a idéia de uma ressurreição para depois ficar sob vergonha e horror eterno adapta-se perfeitamente ao relato bíblico.


“E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.” (Daniel 12.2).



As imagens de destruição associadas com o futuro dos incrédulos não falam de aniquilamento, mas de contínua e ininterrupta catástrofe (Este é o sentido de 2Tessalonicenses 1.9 etc.).


“Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder.”


O DESTINO ETERNO DOS JUSTOS


O Céu, como destino dos salvos, é sempre descrito como eterno.

As mesmas palavras com respeito ao tempo e duração são usadas para descrever a salvação e a condenação: ambas são eternas.

Para desfrutar de um estado eterno, existe a necessidade de uma transformação do corpo pela ressurreição.

A idéia de um estado bem-aventurado de “almas desencarnadas” nunca é ensinado no novo testamento como o destino final do povo de Deus.

A ressurreição significa que todo o indivíduo será resgatado e virá a viver com Deus.

As teorias que vimos nas postagens anteriores são muito populares.

A teoria do aniquilamento é popular, pois ajuda muitos a pensar que não há perigo além da morte: as únicas coisas a temer são as que levam à morte.

As outras duas teorias, tanto a da reencarnação como a do purgatório, são parte das chamadas “teorias da segunda chance”: se não deu certo nesta vida, depois terá outra chance certamente, muitos gostam de tais idéias.

Contudo apesar das teorias humanas serem agradáveis, não são verdadeiras.

O primeiro erro da humanidade foi acreditar que “É certo que não morrereis!”

Vamos tomar muito cuidado com o que é agradável ao ouvido, mas afastado da verdade.


Que Deus abençoe a todos



Autor: Álvaro César Pestana



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domingo, 10 de outubro de 2010

123 - ANIQUILAMENTO, REENCARNAÇÃO, PURGAÇÃO OU RESSURREIÇÃO ? (3ª parte)



A DOUTRINA DO PURGATÓRIO


A base “bíblica” para a doutrina do purgatório é muito fraca.

O texto fundamental encontra-se no livro apócrifo (Livro da Septuaginta e da Vulgata, não aceito como escrito genuíno do Velho Testamento pelos judeus e pelos protestantes.) chamado segundo Macabeus capítulo 12 do versículo 39 ao 46:

“No dia seguinte, Judas e seus companheiros foram tirar os corpos dos mortos, como era necessário, para depô-los na sepultura ao lado de seus pais.

Ora, sob a túnica de cada um encontraram objetos consagrados aos ídolos de Jânia, proibidos aos judeus pela lei: todos, pois, reconheceram que fora esta a causa de sua morte.

Bendisseram, pois, a mão do justo juiz, o Senhor, que faz aparecer as coisas ocultas, e puseram-se em oração, para implorar-lhe o perdão completo do pecado cometido.

O nobre Judas falou à multidão, exortando-a a evitar qualquer transgressão, ao ver diante dos olhos o mal que havia sucedido aos que foram mortos por causa dos pecados.

Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles.

Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis por que ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas.”



Mesmo neste texto, não se cita o nome “Purgatório”, mas apenas descreve a tentativa de “purificar os mortos de seus pecados”.


Purgatório seria mais uma condição do que um lugar.


Vários textos são apresentados como tentativas de justificar a doutrina do purgatório:


“Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.

Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.” (Mateus 5.25-26)


“Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele.
Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.

E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um.

Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão.

Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.” (1Coríntios 3.10-15)


“Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens.

E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.” (Mateus 12.31-32)


“E o servo que soube a vontade do seu senhor, e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites; mas o que a não soube, e fez coisas dignas de açoites, com poucos açoites será castigado. E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá.” (Lucas 12.47,48)


REFUTAÇÃO DA DOUTRINA DO PURGATÓRIO


Não é possível mudar de condição, uma vez no mundo dos mortos (Lucas 16.19-31).

“Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente.

Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;e desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas.

E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado.

E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio.

E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.

Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado.

E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.

E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.”


O sangue de Jesus é que purifica o pecado e não o sofrimento humano:

“E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas.

Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.

Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” (1João 1.5-7)


“Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados”.

“E jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades.” (Hebreus 10.14, 17)


“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14.6)

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.” (1Timóteo2. 5)


“Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado”.

“Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas.”

“Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.”

“Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito.” (1Pedro 1.19; 2.21,24; 3.18.)



Se os sofrimentos após a morte purificam pecados, então Cristo não é o único nome pelo qual importa que sejamos salvos.


“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” (Atos 4.12).


Macabeus
é apócrifo (Esta obra, além de não apresentar provas internas e externas de ser inspirada por Deus, nunca fez parte da Bíblia Hebraica que Jesus aprovou e usou).

Não pode ser usado para estabelecer uma doutrina controvertida uma vez que ele mesmo não está livre de controvérsia.

O pecado pelo qual o texto de 2Macabeus ali manda orar e sacrificar para obter perdão é, segundo esta doutrina, o “pecado mortal” da idolatria do qual não se pode livrar por pena de purgatório.

Nenhum dos textos citados como justificativa fala de purgatório:

Mateus 5.25-26 é parábola sobre fazer o que é certo antes do juízo.

1Coríntios 3.10-15 fala da obra evangelística que se perde e não de um obreiro que porventura venha a se perder

Mateus 12.31-32 não supõe que haveriam pecados perdoados no porvir.

O provérbio de Lucas 12.47,48 fala de responsabilidade dos que conhecem e não de salvação para os ignorantes.

Sobre os ignorantes vejamos o que diz 2Tessalonicenses 1.8-9.

“Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do seu poder.”



CONTINUA...


Que Deus abençoe a todos



Autor: Álvaro César Pestana



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domingo, 3 de outubro de 2010

122 - ANIQUILAMENTO, REENCARNAÇÃO, PURGAÇÃO OU RESSURREIÇÃO ? (2ª parte)



A DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO


“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”.


A doutrina da reencarnação usa a passagem do evangelho de João capítulo 3 versículo 3 citada acima na tentativa de afirmar que o “novo nascimento” é um nascimento do ventre materno, ou seja, nascer segunda vez, nascer da carne novamente.

O caso de Elias e João Batista é invocado para dizer que o último era a reencarnação do primeiro.

O termo ressurreição é mal interpretado e utilizado para significar reencarnação, como se fossem termos sinônimos.

A doutrina do “karma”, ou seja, da retribuição dos feitos de uma vida em outra é defendida com base em João 9.1-3:

“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?

Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.”


Na verdade, com estes e alguns outros poucos textos, não há base para falar do assunto biblicamente.


REFUTAÇÃO DA DOUTRINA DA REENCARNAÇÃO


Refutação do caso de João 3.3.


O contexto mostra que o novo nascimento é o batismo.

“Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (João 3.5).

Que nascer da carne não muda nada.

“O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo” (João 3.6-7).


E que um segundo nascimento não era cogitado nem por Nicodemos.

“Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?” (João 3.4).



Refutação do caso de Elias - João Batista:


“Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir.” (Mateus 11.13,14)

“E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?

E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas;Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram.

Assim farão eles também padecer o Filho do homem. Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista.”
(Mateus 17.10-13)


“E interrogaram-no, dizendo: Por que dizem os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?

E, respondendo ele, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e todas as coisas restaurará; e, como está escrito do Filho do homem, que ele deva padecer muito e ser aviltado.

Digo-vos, porém, que Elias já veio, e fizeram-lhe tudo o que quiseram, como dele está escrito. (Marcos 9.11-13)



“Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.

E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.

E converterá muitos dos filhos de Israel ao SENHOR seu Deus, e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.” (Lucas 1.13-17)



Assim como Eliseu não era a reencarnação de Elias.


“Sucedeu que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti.

E disse Eliseu: Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.

E disse: Coisa difícil pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará, porém, se não, não se fará.

E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros!

E nunca mais o viu; e, pegando as suas vestes, rasgou-as em duas partes.

Também levantou a capa de Elias, que dele caíra; e, voltando-se, parou à margem do Jordão.

E tomou a capa de Elias, que dele caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o SENHOR Deus de Elias?

Quando feriu as águas elas se dividiram de um ao outro lado; e Eliseu passou.

Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam de fronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu.

E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram diante dele em terra.” (2Reis 2.9-18)



Assim nem João.


“E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?

E confessou, e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo.

E perguntaram-lhe: Então quê? És tu Elias?

E disse: Não sou. És tu profeta? E respondeu: Não. (João1. 19-21).



De fato Elias não “desencarnou”.

João Batista é descrito como um profeta no estilo e no tipo do profeta Elias: a linguagem bíblica fala “no Espírito e no Poder de Elias” para dizer isto.

Por outro lado, em termos individuais, João Batista era um indivíduo singular.

Negou ser o próprio Elias, mas aceitou ser o “novo Elias” profetizado no Velho Testamento.

Elias não poderia reencarnar, pois pela bíblia, não morreu, mas foi trasladado e quando apareceu no monte da transfiguração de Jesus, mantinha seu nome de Elias

E não o nome da “última reencarnação” - Pedro, Tiago e João conheciam pessoalmente João Batista, mas chamaram de Elias ao companheiro de Moisés que falava com Jesus.

Ressurreição e reencarnação são termos diferentes.

Ressurreição é anastasis e dois termos usados pelos pagãos para falar do que chamaríamos de reencarnação são metempsychosis e palingenesia.

O primeiro significa “transmigração das almas” e o outro “renascimento”.

O primeiro não aparece no Novo Testamento.

O segundo é usado com respeito ao batismo cristão: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”. (Tito 3.5)

E para falar da renovação escatológica de todas as coisas por Jesus: “E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel”. (Mateus 19.28).


Refutação do caso de João 9.1-3.


Em primeiro lugar, a Bíblia nega a doutrina de nascer com pecado:

“E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Que pensais, vós, os que usais esta parábola sobre a terra de Israel, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram?

Vivo eu, diz o Senhor DEUS, que nunca mais direis esta parábola em Israel.” (Ezequiel 18.1-3)


“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.

E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?

Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” (João 9.1-3)


“E traziam-lhe meninos para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhos traziam.

Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus.

Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele.

E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou. (Marcos 10.13-16)


Em segundo lugar, a idéia de nascer com pecado, no judaísmo, desenvolveu-se do pensamento que no útero materno as crianças já podiam pecar (Como o caso de Jacó e Esaú lutando no ventre materno:

“E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E foi perguntar ao SENHOR.

E o SENHOR lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.

E cumprindo-se os seus dias para dar à luz, eis gêmeos no seu ventre.

E saiu o primeiro ruivo e todo como um vestido de pêlo; por isso chamaram o seu nome Esaú.

E depois saiu o seu irmão, agarrada sua mão ao calcanhar de Esaú; por isso se chamou o seu nome Jacó.

E era Isaque da idade de sessenta anos quando os gerou. (Gênesis 25.22-26).
)

Isto não era devido às supostas vidas anteriores, pois o judaísmo tradicional não acatava esta doutrina.

De fato a Escritura afirma que temos uma só vida.

“Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” (2Coríntios5.10).

O que fazemos por meio do “corpo” é a base da avaliação no Dia do Juízo.

Também a Escritura afirma que teremos uma só morte.

“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,” (Hebreus 9.27)

O termo grego hapax traduzido “uma vez” ou “uma vez por todas”, mostra que não há espaço na revelação divina para a idéia de uma segunda ou mais vidas.

Para todos os homens, a escritura afirma que haverá uma só Ressurreição.

“Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz.

E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação.” (João 5.28-29).



O dia da ressurreição é único e envolve a todos no mesmo momento.

Quando alguns tentam usar a palavra ressurreição para falar de reencarnação, tropeçam no fato que a ressurreição bíblica é um evento final, único e simultâneo para todos os homens, sem distinção.

A ressurreição anuncia dois destinos eternos: condenação ou vida.



CONTINUA...


Que Deus abençoe a todos



Autor: Álvaro César Pestana



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| 29/11/2008 |